Brasil

FAB libera 18 novos dossiês técnicos sobre OVNIs avistados no Brasil

Documentos cobrem ocorrências registradas em 2025 e incluem relatos de pilotos descrevendo luzes em formação, detecção por radar e episódios de turbulência física em aeronaves comerciais.

Caça F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira em voo
Foto: Isac Nóbrega/PR, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

A Força Aérea Brasileira (FAB) liberou um novo conjunto de 18 dossiês técnicos sobre avistamentos de objetos voadores não identificados registrados no espaço aéreo do país ao longo de 2025. A divulgação segue a política de transferência gradual desses registros ao acervo público, consolidada nas últimas décadas junto ao Arquivo Nacional.

O que há nos documentos

Segundo o noticiário especializado que teve acesso ao material, os dossiês reúnem ocorrências reportadas por tripulações civis e militares, com destaque para três tipos de registro:

Casos com correlação entre múltiplos sensores (olho humano, radar e instrumentos de bordo) são os mais valorizados por pesquisadores, por reduzirem a chance de explicações triviais como reflexos, balões ou confusão com corpos celestes.

Uma tradição de mais de meio século

O Brasil tem histórico oficial relevante no tema. Já em 1954, em reunião aberta na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, autoridades reconheceram publicamente a existência de objetos voadores não identificados. Nas décadas seguintes vieram o SIOANI (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados), criado pela própria FAB nos anos 1960, e episódios célebres como a "Noite Oficial dos OVNIs" de maio de 1986, quando caças foram acionados para perseguir ecos de radar sobre o Sudeste.

A FAB mantém a posição histórica: registra, investiga quando há implicação para a segurança do espaço aéreo e arquiva, sem atribuir origem aos fenômenos.

Como consultar

Os dossiês de OVNIs liberados pela FAB ficam disponíveis para consulta pública no acervo do Arquivo Nacional, que reúne milhares de páginas de ocorrências desde os anos 1950. A comunidade ufológica brasileira (que há anos mantém a campanha "OVNIs: Liberdade de Informação Já") comemorou a nova leva, mas segue cobrando a divulgação de registros mais recentes com menor tempo de sigilo.

Para entender como um caso desses é avaliado tecnicamente, veja nosso guia de introdução à ufologia, e compare com o processo do escritório americano AARO na nossa cobertura do relatório anual do Pentágono.

Fontes desta matéria