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Escritório de OVNIs do Pentágono relata 202 novos avistamentos sem explicação em relatório anual

Documento consolidado do AARO referente ao ano fiscal de 2025 registra 319 novos relatos de fenômenos anômalos (incluindo um caso de "enxame" de objetos perto de uma instalação militar dos EUA) e chega com mais de seis meses de atraso.

Controladora de tráfego aéreo da Marinha dos EUA monitora console de radar
Foto: U.S. Navy / MC2 Greg Johnson (domínio público)

O AARO (All-domain Anomaly Resolution Office), escritório do Pentágono responsável por investigar fenômenos anômalos não identificados, publicou seu relatório anual consolidado referente ao ano fiscal de 2025, e os números voltaram a chamar atenção da comunidade ufológica e da imprensa especializada.

Segundo o documento, o escritório recebeu 319 novos relatos de eventos relacionados a UAPs no período, dos quais 284 descrevem ocorrências registradas dentro da janela do relatório. Desse total, 202 casos permanecem sem resolução, ou seja, não receberam, até aqui, uma explicação convencional satisfatória.

"Enxame" perto de instalação americana

Entre os episódios divulgados, o que mais gerou repercussão foi um caso descrito como swarming: múltiplos objetos não identificados operando de forma coordenada nas proximidades de uma instalação dos Estados Unidos. Ocorrências desse tipo preocupam autoridades menos pela hipótese exótica e mais pelo risco concreto à segurança de espaço aéreo restrito, drones hostis, vigilância estrangeira ou tecnologia desconhecida são possibilidades levadas a sério.

Atraso de mais de seis meses

O relatório, exigido por lei ao Congresso americano, foi publicado com mais de seis meses de atraso em relação ao cronograma previsto. Para críticos da política de transparência do Departamento de Defesa, a demora ilustra a tensão permanente entre a promessa de abertura (reforçada neste ano pela iniciativa de desclassificação PURSUE) e a prática burocrática dos órgãos militares.

Caso não resolvido significa "não identificado até aqui": não significa "inexplicável", e muito menos prova de origem extraterrestre. A distinção é a base de qualquer leitura séria desses números.

O que os números dizem (e o que não dizem)

Como em anos anteriores, a maior parte dos casos resolvidos recebeu explicações prosaicas: balões, drones, aeronaves comuns, satélites, especialmente os trens de satélites Starlink, além de aves e artefatos de sensores. O AARO mantém a posição de que não encontrou evidência verificável de tecnologia ou seres extraterrestres em nenhum dos casos analisados desde sua criação.

Ainda assim, o volume de registros sem resolução segue relevante. Parte deles carece de dados suficientes para análise (vídeos curtos, um único sensor, ausência de radar), enquanto uma fração menor reúne características que os analistas classificam como genuinamente anômalas: assinaturas de desempenho que, se confirmadas, não se encaixam nas explicações disponíveis.

Por que isso importa

O relatório anual do AARO é, hoje, o termômetro mais objetivo do tema nos Estados Unidos: é a partir dele que o Congresso calibra audiências, orçamento e propostas como o UAPDA 2026. Para o leitor brasileiro, é também o contraponto natural aos dossiês recém-liberados pela FAB: dois esforços oficiais, com métodos diferentes, tentando responder à mesma pergunta.

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