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Pentágono investiga evento UAP misterioso relatado pela Marinha dos EUA perto da costa da Virgínia

Ocorrência recente em área de operações navais no Atlântico foi encaminhada ao escritório de resolução de anomalias e reacende a memória dos famosos encontros registrados por pilotos da Marinha na mesma região na década passada.

Caça F/A-18E Super Hornet se prepara para decolar do porta-aviões USS Harry S. Truman
Foto: U.S. Navy / MC3 B. Siens (domínio público)

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está investigando um evento envolvendo um fenômeno anômalo não identificado (UAP) reportado pela Marinha americana nas proximidades da costa da Virgínia, segundo revelou o site especializado em defesa DefenseScoop em 21 de julho.

Detalhes operacionais da ocorrência (data exata, sensores envolvidos e características do objeto) não foram divulgados publicamente, prática comum enquanto a análise está em andamento. O caso foi encaminhado aos canais formais de reporte que alimentam o AARO, o escritório do Pentágono dedicado ao tema.

Uma região com histórico

O litoral da Virgínia não é um ponto qualquer no mapa da ufologia militar. Foi nas áreas de treinamento ao largo da costa leste americana que pilotos de caça da Marinha registraram, entre 2014 e 2015, alguns dos encontros mais citados da era moderna: episódios que geraram os vídeos conhecidos como "Gimbal" e "GoFast", desclassificados oficialmente em 2020, e depoimentos de aviadores ao Congresso descrevendo objetos observados diariamente em espaço aéreo restrito.

A concentração de casos em áreas de treinamento militar tem duas leituras possíveis: ou os fenômenos preferem essas regiões, ou é simplesmente onde estão os melhores sensores do planeta apontados para o céu.

Segurança aérea em primeiro lugar

Para a Marinha, a prioridade declarada é prosaica: qualquer objeto não identificado operando perto de exercícios navais representa risco de colisão e possível ameaça de vigilância por adversários estrangeiros. É essa moldura, segurança de voo e contrainteligência, que sustenta o sistema formal de reporte criado após os escândalos de subnotificação da década passada.

O caso da Virgínia deve aparecer nas estatísticas do próximo relatório anual do AARO: cujo panorama mais recente, com 202 casos sem resolução, analisamos nesta matéria.

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