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Ondas de drones não identificados sobrevoam base de bombardeiros B-52 nos EUA e driblam contramedidas

Por uma semana de março, grupos de 12 a 15 aparelhos cruzaram áreas sensíveis da base aérea de Barksdale, na Louisiana, atrasando lançamentos de aeronaves; o bloqueio eletrônico falhou e ninguém sabe dizer quem os opera.

Bombardeiro B-52 Stratofortress taxia na pista da base aérea de Barksdale
Foto: U.S. Air Force / Senior Airman Luke Hill (domínio público)

Entre os dias 9 e 15 de março, as forças de segurança da base aérea de Barksdale, na Louisiana (lar de boa parte da frota de bombardeiros B-52 dos Estados Unidos), observaram múltiplas ondas de 12 a 15 drones operando sobre áreas sensíveis da instalação, incluindo a linha de voo. Os detalhes vieram a público nesta semana por documentos obtidos pelo site especializado DefenseScoop.

Sofisticação incomum

Os aparelhos exibiam características de sinal não comerciais e enlaces de controle de longo alcance. As contramedidas eletrônicas da base falharam: os sistemas que deveriam degradar o GPS dos intrusos e cortar a conexão com seus operadores não surtiram efeito contra os sensores dos drones. As incursões chegaram a atrasar decolagens de aeronaves que apoiavam a operação Epic Fury, e o padrão de entrada e saída sugeria tentativa deliberada de impedir a localização dos operadores: as luzes dos aparelhos, avaliaram analistas, indicavam que alguém podia estar testando as respostas de segurança da base.

Semanas antes, incursões semelhantes haviam sido registradas sobre o Forte McNair, em Washington. O Comando Norte dos EUA (NORTHCOM) admitiu ao Congresso que as forças americanas carecem de sensores e efetores suficientes para detectar e derrotar enxames de drones lançados de dentro do próprio território.

A pergunta mais desconfortável não é o que são os objetos: desta vez, são drones. É quem os opera impunemente sobre uma base nuclear americana. E essa resposta ninguém tem.

A conexão com o debate UAP

Casos como o de Barksdale são o elo concreto entre a segurança de espaço aéreo e o tema dos fenômenos não identificados: enquanto a origem não é determinada, cada incursão é tecnicamente um UAP, e é assim que entra nas estatísticas. Foi um caso de "enxame" desse tipo, perto de instalação americana, que se destacou no relatório anual do AARO. A ambiguidade também explica por que militares defendem canais robustos de reporte: sem eles, drones hostis e fenômenos genuinamente anômalos se misturam no mesmo ruído, argumento central da audiência de setembro no Congresso.

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